O Tempo de Desinteresse
O Brasil vive um momento de reflexão e torcida, onde, pensar a calamidade que o País se encontra, precisando de equilíbrio, ajuste, rumo se faz necessário e acreditar sim que no meio de tudo isso, as coisas funcionem, tenha bons resultados em sua nova política econômica. A decepção no plano político fica evidente dia após dia, principalmente por parte do jovem, desesperançoso, desinteressado com a corrupção , escândalos e desmoralização na classe política. Isso tudo impulsiona essa juventude a acomodação principalmente na hora de votar, da escolha por um candidato. O eleitor não tem a coragem, ousadia necessária da crítica, o interesse em conhecer e participar dos acontecimentos da Nação, dos bastidores da política. Essa falta de interesse é seguida por uma fragilidade na hora da votação e de suas escolhas, acabando por torná-lo passivo, aceitando tudo que é ofertado pelos governantes, sem brigar, sem clamar por justiça, optando pelo silêncio de quem desconhece o cenário político.
A Constituição Federal de 1988, assegura em seu Capítulo IV os direitos políticos, mas, a maioria das pessoas os desconhece e acabam não gozando desses direitos. O fato é que esse desconhecimento acaba aumentando o poder dos políticos que tudo fazem como bem entendem, excluindo o cidadão de muitas coisas e se apropriam do Estado como se donos fossem. O eleitor de modo geral deve ter em mente que sua participação política não se resume ao ato de votar, ou a sua descrença e desinteresse na política. A consciência política deveria ser algo pensado por todo cidadão e encarado como coisa muito séria, uma vez que, ela define leis, que rege a vida em sociedade e em meio a tudo isso são os portadores de cargos eletivos que administram o dinheiro público e outras coisas mais, sendo assim merece ficar de olho e ter muita atenção de todos.