quarta-feira, 4 de maio de 2016


O Brasil de Muitas Histórias


O País de antes e depois de Cabral, muitos ciclos, histórias e seus presidentes. O Brasil Colonia, Império, República, governos Militares e o País Contemporâneo, o Brasil da democracia, da vida rural, urbana, de todos. As mudanças no mundo e no Brasil foram acontecendo com o decorrer dos anos, um relacionamento significativo com outros países.
O País foi comandado por muitos presidentes, cada um com sua forma própria de governar. Até 1930 o Brasil era caduco, centralizador e a revolução de 30 não passou de uma burguesia temerosa, diante do crescimento operário, a necessidade de montar um Estado que soubesse lidar com as classes sociais. Ninguém melhor que Vargas para assumir esse papel com um discurso próprio, falando a linguagem popular. Homem revolucionário, esperto, político experiente, manipulador, ardiloso. Um governo populista que tinha maneira própria de lidar com os trabalhadores, mantendo-os submetidos e obedientes.
Sob o comando de Getúlio o Brasil se projetou em beneficio da burguesia industrial e avanços sociais. Com o golpe do Estado Novo em 1937, o País vive um momento de ditadura e retração, onde censura, prisões predominaram de diversas formas. Em 1950 Vargas é eleito presidente e tem mandato  interrompido por seu suicídio em agosto de 54
No ano de 1956 a 1960 Juscelino Kubitschek governa o Brasil com a Teoria Econômica Desenvolvimentista que era industrializar o País a qualquer custo e foi alto demais o preço, o Estado investiu pesado na indústria siderúrgica, construção de estradas, usinas hidrelétricas e empréstimo a empresários para montar fabricas. As portas escancaradas para o capital estrangeiro. O consumo veio a ser excessivo pela classe média. O governo mostrava progresso, modernização, a economia cresceu rapidamente, houve concentração de renda em mãos da elite, estrangulamento do mercado interno e sufocou o crescimento futuro. Resultado de tudo isso criou um Brasil dependente de capital estrangeiro e o povo, a esse completamente aniquilado. O governo termina com muita insegurança da população e perguntas sera que? isso ou aquilo? E a fragilidade leva ao desconhecido...
Perambulando crise afora, momento de indecisão pelo caminho, decepção Jânio Quadros, o desconhecido, sete meses de governo a renúncia. Como se explica isso? Nada foi esclarecido e segue com João Goulart, plano político populista. Esperava que o Estado fosse intermediário de um acordo nacional, militares, intelectuais nacionalistas, burguesia industrial nacionalista e os sindicatos, nada deu certo. O número de greves nesse governo cresceu bastante, sua derrubada veio por conspiração conjunta de militares e civis. Um momento bastante agitado onde o País começava a se descobrir, tomar consciência de seus problemas tentando resolvê-los.

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