terça-feira, 24 de maio de 2016


O Tempo de Desinteresse


O Brasil vive um momento de reflexão e torcida, onde, pensar a calamidade que o País se encontra, precisando de equilíbrio, ajuste, rumo se faz necessário e acreditar sim que no meio de tudo isso, as coisas funcionem, tenha bons resultados em sua nova política econômica. A decepção no plano político fica evidente dia após dia, principalmente por parte do jovem, desesperançoso, desinteressado com a corrupção , escândalos e desmoralização na classe política. Isso tudo impulsiona essa juventude a acomodação principalmente na hora de votar, da escolha por um candidato. O eleitor não tem a coragem, ousadia necessária da crítica, o interesse em conhecer e participar dos acontecimentos da Nação, dos bastidores da política. Essa falta de interesse é seguida por uma fragilidade na hora da votação e de suas escolhas, acabando por torná-lo passivo, aceitando tudo que é ofertado pelos governantes, sem brigar, sem clamar por justiça, optando pelo silêncio de quem desconhece o cenário político.
A Constituição Federal de 1988, assegura em seu Capítulo IV os direitos políticos, mas, a maioria das pessoas os desconhece e acabam não gozando desses direitos. O fato é que esse desconhecimento acaba aumentando o poder dos políticos que tudo fazem como bem entendem, excluindo o cidadão de muitas coisas e se apropriam do Estado como se donos fossem. O eleitor de modo geral deve ter em mente que sua participação política não se resume ao ato de votar, ou a sua descrença e desinteresse na política. A consciência política deveria ser algo pensado por todo cidadão e encarado como coisa muito séria, uma vez que, ela define leis, que rege a vida em sociedade e em meio a tudo isso são os portadores de cargos eletivos que administram o dinheiro público e outras coisas mais, sendo assim merece ficar de olho e ter muita atenção de todos.

sábado, 7 de maio de 2016


Mãe Amor ou Perfeição


As sociedades e as famílias, sempre tiveram um papel decisivo sobre a questão "Mãe Perfeita".Os filhos desde o seu nascimento são colocados a prova, para amarem seus pais, passando a impressão de obrigação, dever. No passado a pressão acontecia naturalmente, onde mulheres preparadas para serem esposa, mãe, desempenhando um papel único, de um amor acima de qualquer coisa. Essa carga muito pesada acaba por gerar expectativas nas mulheres sobre a maternidade, levando-as a diversos questionamentos a respeito do que é ser boa mãe? Onde foi que errei? Esses conflitos  foram transformados em raiva, culpa, dúvidas e perguntas do tipo:  Como fazer para acabar com esses sofrimentos? Que por sua vez faziam parte da própria educação recebida.
O tempo foi passando, mudanças ocorrendo no mundo, educação, novos pensamentos e forma de encarar as transformações. A própria mãe que sempre julgou seu amor incondicional para com o filho, um amor superior a tudo na vida, acaba revendo esses valores, diante de mulheres no mercado de trabalho, oportunidade dos homens serem seus parceiros nos cuidados com as crianças, enfim, a luta diária, leva a mulher mãe a perceber que o seu amor é grande, mas, não maior que o do pai de seu filho, não maior que o dos avós. O amor quando existe dentro de nós ele é  a coisa mais preciosa da vida, com ele podemos ser melhores e mais felizes, amadurecidas, responsáveis e conscientes de que vai cuidar de alguém e prepará-los para a vida. O amor de mãe não é rótulo é confiança, determinação para educar seus filhos com carinho, limites sejam eles adotivos ou biológicos, acompanhar seu crescimento, colaborar com o seu desenvolvimento, não esquecendo de sua identidade, mas, ensinando as crianças a navegarem em alto mar, enfrentando tempestades para que aprendam com seus erros e acertos.

quarta-feira, 4 de maio de 2016


O Brasil de Muitas Histórias


O País de antes e depois de Cabral, muitos ciclos, histórias e seus presidentes. O Brasil Colonia, Império, República, governos Militares e o País Contemporâneo, o Brasil da democracia, da vida rural, urbana, de todos. As mudanças no mundo e no Brasil foram acontecendo com o decorrer dos anos, um relacionamento significativo com outros países.
O País foi comandado por muitos presidentes, cada um com sua forma própria de governar. Até 1930 o Brasil era caduco, centralizador e a revolução de 30 não passou de uma burguesia temerosa, diante do crescimento operário, a necessidade de montar um Estado que soubesse lidar com as classes sociais. Ninguém melhor que Vargas para assumir esse papel com um discurso próprio, falando a linguagem popular. Homem revolucionário, esperto, político experiente, manipulador, ardiloso. Um governo populista que tinha maneira própria de lidar com os trabalhadores, mantendo-os submetidos e obedientes.
Sob o comando de Getúlio o Brasil se projetou em beneficio da burguesia industrial e avanços sociais. Com o golpe do Estado Novo em 1937, o País vive um momento de ditadura e retração, onde censura, prisões predominaram de diversas formas. Em 1950 Vargas é eleito presidente e tem mandato  interrompido por seu suicídio em agosto de 54
No ano de 1956 a 1960 Juscelino Kubitschek governa o Brasil com a Teoria Econômica Desenvolvimentista que era industrializar o País a qualquer custo e foi alto demais o preço, o Estado investiu pesado na indústria siderúrgica, construção de estradas, usinas hidrelétricas e empréstimo a empresários para montar fabricas. As portas escancaradas para o capital estrangeiro. O consumo veio a ser excessivo pela classe média. O governo mostrava progresso, modernização, a economia cresceu rapidamente, houve concentração de renda em mãos da elite, estrangulamento do mercado interno e sufocou o crescimento futuro. Resultado de tudo isso criou um Brasil dependente de capital estrangeiro e o povo, a esse completamente aniquilado. O governo termina com muita insegurança da população e perguntas sera que? isso ou aquilo? E a fragilidade leva ao desconhecido...
Perambulando crise afora, momento de indecisão pelo caminho, decepção Jânio Quadros, o desconhecido, sete meses de governo a renúncia. Como se explica isso? Nada foi esclarecido e segue com João Goulart, plano político populista. Esperava que o Estado fosse intermediário de um acordo nacional, militares, intelectuais nacionalistas, burguesia industrial nacionalista e os sindicatos, nada deu certo. O número de greves nesse governo cresceu bastante, sua derrubada veio por conspiração conjunta de militares e civis. Um momento bastante agitado onde o País começava a se descobrir, tomar consciência de seus problemas tentando resolvê-los.